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Grande abraço,
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Essa rima é realmente um desastre do século 21. Muito já foi dito, mas o assunto continua de grande importância para nós na cardiologia clínica e do esporte.
Os problemas médicos decorrentes do tempo seco vão desde alergias diversas e respiratórias consequentes ao ressecamento das mucosas, além de sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação conjuntival.
O esportista necessita da sudorese abundante para equilibrar a temperatura corporal durante os exercícios físicos. Com a baixa umidade ambiental corre o risco de desidratação, hipertermia e outras complicações. Isso sem falar da queda de performance, também pela dificuldade de respiração durante esportes ao ar livre.
Além de beber muita água, para evitar a desidratação, prefira ambientes fechados, com sistema de umidificação. Caso perceba qualquer sintoma no ouvido, nariz ou garganta durante o exercício, pare imediatamente a atividade. Preste muita atenção na intensidade do esforço físico, e não ultrapasse este limite.
Os banhos não devem ser quentes e se deve evitar o uso de buchas, que retiram a proteção de gordura normal da pele.
Aqui vão algumas recomendações gerais que utilizam uma escala empírica de umidade, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas na Agricultura/Unicamp.
Entre 20 e 30% de umidade- Estado de Atenção
Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;
Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, etc;
Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas com vegetação;
Consumir água, sucos e frutas à vontade.
Entre 12 e 20% - Estado de Alerta
Observar as recomendações do estado de atenção;
Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas;
Evitar aglomerações em ambientes fechados;
Usar soro fisiológico para olhos e narinas e cremes hidratantes.
Abaixo de 12% - Estado de emergência
Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta;
Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas, como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc;
Determinar a suspensão de atividades entre 10 e 16 horas que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, etc;
Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais, etc.
Nos dias mais poluídos, por elevação dos níveis de Dióxido de nitrogênio (NO2) dos escapamentos desregulados e do Dióxido de enxofre (SO2), da combustão dos combustíveis com muito enxofre, temos danos graves à saúde. Portanto, exercícios só em locais afastados das ruas e avenidas, ventilados (ex. orla marítima e parques) ou salas climatizadas (boa umidade sem poluição).
Escrito por: Dr. Nabil Ghorayeb
Ignorar a palavra dor quando realizamos qualquer atividade física é estar se enganando. Por menor que ela seja, ela sempre estará presente. Complicado é saber quando a dor é fruto da fadiga ou de algum problema com o organismo. É justamente nessa dúvida que mora a contusão.
O desenvolvimento de uma contusão é quase sempre gradual, e segue os seguintes estágios: No primeiro estágio você sente a dor incômoda somente após algumas horas depois de ter terminado o exercício. No segundo estágio a lesão já causa desconforto. É sentida durante o exercício, mas não é incomoda o suficiente para que você não consiga completar sua atividade física.
No terceiro estágio você sentirá um desconforto ainda maior, já é uma dor forte que limitará seu desempenho e terá interferência em sua performance. No quarto e último estágio a contusão agrava-se de tal forma que impede qualquer tentativa de atividade física. Portanto, se você só lembrar de procurar tratamento somente quando sua lesão atinge o quarto nível, você está cuidando de seu corpo de maneira irresponsável.
Outro fator muito importante que não pode esquecer é a relação com a dor. Se ainda sente dor e a região está sensível, dura ou inchada, precisa continuar o tratamento antes de retomar as atividades físicas com segurança. Se voltar a praticar cedo demais, corre o risco de agravar o problema, ou mesmo causar danos irreparáveis a seu corpo.
Portanto como prevenção de lesões durante suas corridas, devem ser respeitados os princípios básicos da biomecânica correta de um corredor e desta forma não treinar de forma exagerada em descidas ou terrenos inclinados. Mesmo que não sinta dor durante ou após o treino em um futuro próximo pode ter problemas.
Quando estiver sentindo alguma dor, depois de seu treino lembre-se de aplicar gelo na região dolorida durante 15 minutos pelo menos três vezes ao dia. Sempre proteja a pele com uma toalha fina e se a dor não desaparecer em dois dias, procure um médico e evite a auto-medicação.
Depois de uma contusão, você estará pronto para retomar suas atividades normais quando movimentar a parte machucada livremente. Conseguir alongar os músculos vizinhos sem dor, constatar que seu equilíbrio e coordenação voltaram ao normal e principalmente não houver dor, rigidez ou inchaço durante e após o exercício. A recuperação total de uma contusão pode levar várias semanas, mesmo que você siga as medidas corretas de primeiros socorros. Se não estiver melhorando e continuar a sentir dores consulte um especialista em medicina esportiva. Nunca realize testes para saber como esta à contusão sem uma orientação medica, pois poderá prejudicar ainda mais este processo.
Cuidado e bons treinos!
Escrito por Aulus Sellmer
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